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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Aplicativo visa reduzir o Cyberbullying

Adolescente de 14 anos cria software para reduzir cyberbullying

Menino em seu quarto. Credito: Thinkstock
Software pretende evitar bullying antes que ele ocorra
Uma adolescente de 14 anos de idade criou um projeto que tem o potencial de diminuir em mais de 90% o bullying pela internet, ou cyberbullying.
O software Rethink (Repense), da americana Trisha Prabh, é um dos 15 projetos finalistas da Feira de Ciências do Google, cujos vencedores serão anunciados em setembro.
Credito: Google
Trisha sempre foi apaixonada por ciência

Assim, o Rethink funciona como um "anjinho bom" que sussurra nos ouvidos dos jovens que postar aquela mensagem pode não ser boa ideia.O conceito é interessante: o programa alerta os adolescentes sobre o conteúdo ofensivo das mensagens que eles ainda estão pensando em postar, amparado na descoberta científica de que a parte do cérebro que controla a tomada de decisões e ajuda a pensar antes de agir não está completamente formada antes dos 25 anos.
Para os testes, Trisha criou dois softwares. Um deles mostrava mensagens ofensivas aos internautas e perguntava se eles as republicariam em suas redes sociais.
No outro software, Rethink, os adolescentes que respondiam sim à pergunta recebiam uma mensagem de alerta: "Essa mensagem pode ser ofensiva para os outros. Você gostaria de parar, revisar e repensar antes de postar?".
Entre os usuários do Rethink, 93% desistiram de postar as mensagens quando receberam o alerta para repensar.
Os testes foram feitos com 300 alunos da escola de Trisha.

Influenciando decisões

A partir daí, a menina criou um protótipo de software que filtra o conteúdo das mensagens de redes sociais e alerta os usuários antes que eles republiquem as mensagens.
A ideia, disse ela em sua apresentação do projeto, é "criar um produto de grande escala que funcione com as redes sociais, sites e aplicativos e que possa se adaptar facilmente a novos sites ou aplicativos que surjam no futuro".
Para ela, os mecanismos que existem hoje e tentam impedir o bullying cibernético são ineficientes porque bloqueiam o conteúdo após ele ter sido postado, e não antes.
"Essa mensagem pode ser ofensiva para os outros. Você gostaria de parar, revisar e repensar antes de postar?"
Pergunta feita por software
"Além de prevenir o cyberbullying, o Rethink pode ter também um efeito positivo sobre a capacidade dos adolescentes de tomar decisões, ajudando-os não só nas mídias sociais mas também no mundo real", afirma.
Trisha está na 8ª série de uma escola em Naperville, no estado americano de Illinois, e quer ser neurocientista.
No ano passado, ela apresentou um projeto de software para evitar que os motoristas se distraiam ao volante motivada pela morte de uma tia em um acidente.
A menina conta que, aos seis anos, ganhou um livro sobre aquecimento global e se apaixonou por ciência. "Passei semanas trabalhando no projeto de um carro que usaria apenas vento e água", disse.
Hoje, gosta de psicologia, psicobiologia e ciências cognitivas.
Seu ídolos na ciência, conta, são Charles Darwin, o pai da teoria da evolução, e Louis Pasteur, que criou o processo de pasteurização.
Fonte: BBC Brasil.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Novo tipo de painel solar transparente poderá ser usado em janelas

Um novo tipo de painel solar, chamado de “concentrador solar luminescente transparente”, está sendo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos. Diferentemente dos modelos tradicionais, a novidade não bloqueia a visão, podendo ser aplicado em janelas, celulares ou em qualquer dispositivo que tenha superfície translúcida. Essa característica permite aumentar a área utilizada na geração de energia solar.
Concentrador solar luminescente transparente (Foto: Divulgação/MSU)
Concentrador solar luminescente transparente (Foto: Divulgação/MSU)
O sistema de coleta solar usa pequenas moléculas orgânicas para absorver comprimentos de onda não visíveis específicas da luz solar. “Como os materiais não absorvem ou emitem luz no espectro visível, eles parecem excepcionalmente transparente ao olho humano”, explicou Richard Lunt, professor assistente de engenharia química e ciência dos materiais da Universidade de Michigan.
Estudos sobre produção de energia a partir desse tipo de células solar não são novidade. Mas esta é a primeira vez que os resultados são satisfatórios. Nas investidas anteriores, a produção de energia era ineficiente e os material ficou altamente colorido. “Ninguém quer sentar atrás de um vidro colorido. É como trabalhar em uma discoteca. Nós usamos uma metodologia em que fizemos a camada luminescente ativa realmente transparente”, disse Lunt. Líder da equipe de pesquisadores, Lunt descreveu o funcionamento da invenção: “Podemos ajustar esses materiais para captar apenas o (raio) ultravioleta e os comprimentos de onda infravermelha próximos, que então ‘acendem’ em outro comprimento de onda no infravermelho. A luz infravermelha incandescente é direcionada para a extremidade do plástico, onde é convertida em eletricidade através de finas tiras de células solares fotovoltaicas.”
O concentrador transparente ainda não está pronto para comercialização. No momento, apresenta taxa de eficiência de conversão de energia na ordem de 1%, mas o time de Michigan quer chegar a 5% – o melhor desempenho de um concentrador solar luminescente obtido até hoje foi de 7%. Não há previsão de quanto tempo isso irá demandar, mas o professor é otimista: “Isso abre uma grande área para implementar energia solar de uma forma não intrusiva”, avaliou Lunt.
Fonte: TechTudo.